quarta-feira, 4 de julho de 2007

Poesia

A QUIETUDE TUDO SANA

A quietude tudo sana
nem que movimento seja
a vida que a gente veja,
a visão que nos engana.

Entre a ilusão e o real,
instituem-se conceitos,
alguns, na razão perfeitos,
outros, mentira ideal.

No entanto, prossegue a vida
por ambos abastecida,
indiferente e fatal,

pois dentro do movimento
que seduz ao pensamento
viaja a morte, afinal.
Clóvis Campêlo
Recife, 1992

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